terça-feira, 3 de novembro de 2015

Caridade fraternal

Boa tarde, meus amados! Faz um tempinho que não posto nada por aqui, mas hoje decidi transcrever a passagem de Romanos 12, 9-16a, que me chamou bastante atenção e diz o seguinte:

"Que vossa caridade não seja fingida. Aborrecei o mal, apegai-vos solidamente ao bem. Amai-vos mutuamente com afeição terna e fraternal. Adiantai-vos em honrar uns aos outros. Não relaxeis o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor. Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração. Socorrei às necessidades dos fiéis. Esmerai-vos na prática da hospitalidade.
Abençoai os que vos perseguem; abençoai-os, e não os praguejeis. Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram. Vivei em boa harmonia uns com os outros. Não vos deixeis levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as coisas modestas."

Belíssima e completa exortação sobre como a comunidade cristã deve viver. Que possamos ter nossos olhos e corações atentos a estas palavras que nos apontam todas as atitudes que devemos buscar como Igreja: amar; servir; perseverar; abençoar; e ser humilde.

Senhor, que eu não me esqueça nunca da Tua palavra que me exorta a viver a caridade fraternal com verdade e zelo, servindo a Ti e aos outros com alegria, perseverando na oração e sendo Igreja de Cristo. Amém!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Retiro Anual 2015 - EJNS

Retiro Anual 2015 EJNS

Esse ano, o retiro anual das EJNS - setor João Pessoa e expansão Campina Grande - teve como tema: "Como tenho usado meus dons?". De uma forma mais profunda, podemos vivenciar nos dias 19 e 20 de setembro momentos de deserto, onde fomos provocados a nos colocarmos em oração.
Ao chegarmos no local - Mosteiro Mãe da Ternura, Itatuba -, pela manhã, partimos para o lanche, porque, afinal, a fome estava grande (rs). Logo em seguida, Pe. Sérgio fez a introdução ao silêncio.
Na foto, Pe. Sérgio, conselheiro espiritual da minha equipe e do setor nacional, introduzindo-nos no silêncio e apresentando um esquema prático para iniciarmos nossas orações (foto abaixo).
Após explanação do padre, cada um se retirou para fazer sua meditação. Pessoalmente, meu primeiro momento de deserto no dia foi muito frutífero, estava realmente precisando desse momento. A agitação do dia-a-dia muitas vezes prejudica a qualidade de nossa oração e isso estava acontecendo comigo. Logo que cada um pode sair para procurar seu lugar, eu já tinha um cantinho na cabeça e fui em direção a este, fui para um local bem distante e isolado, uma salinha que tinha uma pintura ENORME de Jesus Cristo e lá fiquei me deleitando nessa imagem, conversando com meu mestre.

Ao voltarmos do nosso momento de reflexão, celebramos a missa e depois apresentamos uma peça com o tema do retiro, trazendo para a realidade do nosso movimento a passagem de Mateus 25, 14-30 (parábola dos talentos). Nosso movimento nos presenteia com um pequeno manual que nos leva a trabalharmos nossa vida cristã, o PPV (plano pessoal de vida). O nosso PPV possui quatro pontos:
I. Oração Pessoal (escuta e meditação da palavra, oração individual, time out e magnificat, terço e participação na missa e nos sacramentos);
II. Personalização (descoberta de si mesmo e ponto de esforço);
III. Missão (em sociedade e em família);
IV. Vida nas EJNS (reuniões formal, informal, terço em equipe, eventos do setor, missa mensal da EJNS).
Infelizmente, às vezes negligenciamos o PPV, não o preenchemos, não trabalhamos os pontos e assim dificilmente progredimos no nosso caminhar cristão.
Na peça, tínhamos o senhor EJNS falando do PPV e quatro equipistas com dificuldades em relação ao mesmo. A cada uma foi dado apenas um ponto para que trabalhasse arduamente nele durante o mês e, ao final, contar ao EJNS como foi a experiência. As duas primeiras equipistas multiplicaram o ponto dado, além de evoluírem no seu próprio ponto confiado, conseguiram preencher todos os outros, ou seja, tirando muitos frutos do seu empenho. A terceira equipista se esforçou com seu ponto, mas não conseguiu dar tudo de si, melhorou, mas sabia que poderia ter se esforçado ainda mais, colheu pouco, mas colheu. Já a quarta equipista não aproveitou o ponto dado, não fez, negligenciou, foi irresponsável e assim não conseguiu aproveitar as benesses do PPV.
A peça tinha um tom de humor, foi muito divertida.
Esse povo lindo aqui do lado faz parte da minha equipe (equipe 6, Nossa Senhora Auxiliadora). Nesse momento, estávamos nos preparando para rezar o terço, logo após, tivemos a adoração ao Santíssimo Sacramento.



 No segundo dia (domingo), tivemos mais um momento de reflexão, mas, dessa vez, acompanhados por outro irmão equipista. Depois, celebramos a Eucaristia, almoçamos e fomos de volta para casa cheios de renovo no coração.

Eu gostaria de dizer que amo muito esse movimento. Aqueles que se sentirem chamados a participar desse carisma, podem falar comigo porque estou pronto para ajudá-los e apresentá-los a essa minha família.
Muitos beijos, Deus nos abençoe e Maria nos guarde!

Pai Nosso

Pai que estás no Céu, santificado seja o Teu nome, venha a nós o Teu reino de amor, paz e bondade,  seja feita a Tua vontade assim na terra como no céu e dai-nos a capacidade de aceitá-la, fé para vivê-la e amor para nos alegrarmos com ela. O pão nosso de cada dia nos dai hoje e sempre. Perdoa nossos pecados, Senhor, e ajuda-nos a perdoar verdadeiramente as ofensas do próximo, dai-nos um coração cheio de misericórdia e gratidão. Não permitas que caiamos em tentação, mas quando assim ocorrer, levanta-nos com Teu braço forte e restaura-nos inteiramente. Livra-nos, Senhor, do nosso mal: o egoísmo, a inveja, o ciúme, a rebeldia, a ingratidão, o individualismo, o orgulho e todos os males que nos afastam da comunhão contigo. Amém!

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Modo et orantes

Evangelho do dia: Lc 4, 38-44.

Hoje, o que mais me chamou atenção no evangelho foram essas palavras: "Ao amanhecer, ele saiu e retirou-se para um lugar afastado".
Em Cafarnaum, Jesus ensinava na sinagoga aos sábados. Em um desses dias, libertou um homem possesso (Lc 4, 31-37), logo após isso, dirigiu-se à casa de Pedro, encontrando sua sogra com febre alta. Intercederam por ela e Jesus a curou. Depois veio o pôr-do-sol e várias pessoas enfermas apareceram-lhe para serem curadas, saindo demônios de muitas.
Em toda essa narrativa percebemos o serviço ininterrupto de Jesus. Pregou pela manhã, curou a sogra de Pedro a tarde e, ao cair dessa, ainda curou diversas pessoas de inúmeras moléstias, libertando-as inclusive da opressão maligna. Trabalho árduo, exaustivo imagino eu! Jesus é Deus, mas também é homem. Todo esse percurso, acredito que o tenha fatigado, era necessário se reabastecer novamente. Jesus precisava estar a sós com Seu Pai.
"Ao amanhecer, ele saiu e retirou-se para um lugar afastado". O próprio Jesus retira-se para conversar com Deus, Ele ora, reabastece-se, silencia, vai ao encontro de Seu Pai na quietude da solidão. Quanto mais nós não precisamos e devemos fazer o mesmo, recolhermo-nos em oração. Deus é nossa fonte de água viva, precisamos constantemente dEle para permanecermos firmes na caminhada e "em ordem de batalha", pois a luta no mundo espiritual não cessa e nós precisamos estar munidos das armas certas para vencer essa batalha (Ef. 6). A oração, poderia dizer, é nosso telefone particular com o Pai do Céu e Ele está sempre pronto para atender nossas chamadas. Vivemos dias cansativos, rotina, dificuldades, provações, tribulações, serviços, trabalho, por isso precisamos sempre recorrer a Ele para nos alimentar e revigorar. Mas não só nos momentos obscuros da vida devemos procurá-lo, mas também sempre agradecermos por tudo que Ele nos dá e até mesmo pelos obstáculo surgidos que nos ensinam e são oportunidades de crescimento para nós. Que possamos enxergar a graça de Deus em cada desafio da vida e louvá-lo por tudo e jamais esquecermo-nos de cuidar dessa amizade!

Senhor, ensina-me a orar. Amém!

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Evangelho do dia: Mt 22. 1-14 (Parábola da festa das bodas)

No evangelho de hoje, Jesus nos conta a parábola da festa das bodas. Ele vem nos dizer que o Reino dos Céus compara-se a um rei que celebra as bodas de seu filho. O rei manda que seus servos avisem aos convidados sobre a festa, no entanto, estes rejeitam o convite: alguns não querem ir, outros preferem ocupar-se com seus negócios e outros ainda, tão aborrecidos, pegam os servos, insultam-nos e os matam. Contrariado, então, o rei pede para seus servos irem às ruas e convidarem todos que encontrarem, bons e maus. A sala do banquete fica cheia, mas, ao entrar, o rei percebe um convidado vestido impropriamente para as bodas. Vendo isso, manda que seja preso e atirado nas trevas exteriores, "porque muitos são os chamados, e poucos os escolhidos".

Hoje, tive um pouco de dificuldade com o evangelho, mas esforcei-me na meditação para compreender o que Jesus quer falar.
Na narrativa da parábola percebemos a existência de vários personagens, temos: o rei, seu filho, os servos do rei, os que rejeitaram o convite do rei, aqueles que foram convidados de última hora e o convidado vestido impropriamente. Tentarei traçar um perfil sobre cada personagem dessa história para a melhor entendermos.
Bom, o rei, como podemos imaginar, trata-se de Deus-Pai; o filho, de Deus-Filho; os servos são aqueles que anunciam a Palavra de Deus, que trabalham para Seu projeto; os convidados, que rejeitaram o convite, podemos dizer que são alguns dos judeus, mestres da lei, que não aceitaram Jesus Cristo como Messias, ou nós mesmos nos tempos de hoje; os convidados de última hora podemos considerar como sendo os pagãos que, após morte e ressurreição de Jesus Cristo, tiveram acesso a mensagem da salvação (boas novas), ou também nós mesmos ao termos nosso primeiro contato com essa mensagem; e, finalmente, o convidado vestido impropriamente seria todo aquele que não cuida de sua santidade.

     O evangelho de hoje nos diz que Deus está nos convidando para celebrar as bodas de Seu filho Jesus, entretanto, nessa passagem, um personagem parece faltar, a noiva. Impressão apenas! A noiva está presente na narrativa, sendo ela os convidados que aceitaram o convite das bodas e chegaram vestidos dignamente. Deus prepara as bodas de Seu Filho para que Ele se case com a Igreja. A Igreja, além dos espaços físicos, é nosso próprio coração, que precisa ser limpado, arrumado e enfeitado para o grande dia do casamento, onde nos encontraremos com Jesus e viveremos a comunhão plena.
     Na parábola, os primeiros convidados não quiseram ir à festa, foram chamados, mas não se encontraram dignos do Reino dos Céus, pois não o desejaram, não o buscaram, ocuparam-se com outras coisas que não o Reino, colocaram seus trabalhos, dinheiros, negócios, pessoas e diversas outras coisas no centro de sua vida, ao invés de colocarem Deus, ao serem convidados, preferiram continuar com suas vidas, centrados em si mesmos. Outros ainda rejeitarem o anúncio da festa, o chamado de Deus, zombaram, insultaram e maltrataram aqueles que traziam a Palavra de vida eterna, seus corações estavam tão fechados, que sentiram completa aversão àquele convite. Hodiernamente, isso continua acontecendo em pequenas e grandes proporções, pois quantos de nós ao tentarmos anunciar as boas novas não nos tornamos motivo de chacota e zombaria, até mesmo entre aqueles que acreditamos ser nossos amigos? E quanto aos cristãos perseguidos que são assassinados simplesmente por levarem o nome de Jesus Cristo?
     Deus, ao se deparar com a dureza de tantos corações, decidiu chamar a todos, que sua Palavra fosse ao encontro de todos os corações e que seus servos chamassem, convidassem, anunciassem e se esforçassem para encontrar tantos quantos pudessem. Os servos de Deus, profetas, missionários, religiosos e todos nós que já abraçamos o projeto de Deus e a mensagem de Seu Reino, devemos trabalhar para anunciar para cada vez mais pessoas essa mensagem, chamando todos que encontrarmos pelo caminho de nossas vidas, sendo evangelho vivo, evangelizando não só com palavras, mas com gestos e atitudes.
     Finalmente, ao fim dessa caminhada, chegaremos à festa do Senhor e, antes de adentrarmos para Sua glória, precisaremos estar vestidos adequadamente, com a graça e misericórdia de Deus. Ao aceitarmos o convite para as bodas de Seu Filho, empreendemos uma peregrinação e, durante essa jornada, precisamos nos revestir de tudo aquilo que nos aproxima dEle. Sabemos que por nós mesmos nunca o alcançaremos, é necessário que Ele nos convide e chame, e isso Deus faz todos os dias, derramando Sua graça sobre cada coração, infelizmente muitas vezes não conseguimos ouvi-lo, ficamos distraídos demais com as coisas do mundo, colocamos outras prioridades em nossas vidas e não cultivamos uma vida de santidade. Se não nos prepararmos para O DIA, corremos o risco de chegarmos lá vestidos impropriamente. Por isso, Jesus nos exorta diversas vezes: "vigiai e orai" (Mt 26.41), indicando-nos a necessidade de nos mantermos vigilantes, em incessante oração para estarmos prontos para lutar contra as tentações e mantermos nossas vestes limpas. Vigiemos, pois, visto que não sabemos o dia nem a hora (Mt 25.13).
     Que não sejamos nem aqueles que rejeitam ao convite de Deus, nem aqueles que põe outras prioridades no lugar de Deus, nem aqueles que zombam e maltratam os de Deus, mas sejamos aqueles últimos, convidados para fazer parte do Reino dos Céus, que trajam vestes brancas lavadas pelo sangue do Cordeiro e, confiantes em seu amor sacrificial, exultam com o dia em que finalmente o olharão face a face.

Senhor, que no grande dia, quando celebrarmos Tuas bodas, estejamos revestidos do amor e graça de Deus-Pai, vestidos adequadamente, prontos para que nosso coração possa ir ao encontro do vosso. Amém!

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Dai-me olhos puros, Senhor, para eu não enxergar o merecimento, mas Tua graça que transborda sobre nós.

Comentários ao Evangelho do dia (Mt 20. 1-16a)

O Evangelho de hoje nos diz que o Reino dos Céus se assemelha a um pai de família que sai para contratar trabalhadores para sua vinha. Logo cedo, contrara os primeiros trabalhadores, garantindo-lhes o pagamento de um denário, mas, ao longo do dia, outros são contratados. Ao final do dia, chama seu administrador para pagar aos últimos trabalhadores contratados, recebendo um denário cada um, depois, os primeiros trabalhadores, que recebem o mesmo. Contrariados, os primeiros reclamam com o dono da vinha que depressa os repreende, argumentando que não foi injusto, pois pagou aquilo que prometera e ainda acrescenta: "Eu quero dar a este último o mesmo que a ti. Não tenho o direito de fazer o que quero com o que é meu? Ou o teu olho é mau porque sou bom?".

Meditando sobre essa passagem percebi o quanto a lógica de Deus é diferente da nossa lógica humana. Nós tendemos a dar ao outro sempre a retribuição exata do que acreditamos que ele merece, sendo esta a nossa justiça. Mas a justiça de Deus vai além, pois Deus é bom e a todos quer agraciar, muito além dos merecimentos. Pois, imagine só se Deus sempre nos retribuísse exatamente aquilo que merecemos. Conseguiu imaginar? Não seríamos poupados! Veja que na passagem Deus dá a todos os trabalhadores o mesmo e não aos desocupados e trabalhadores, ou seja, é claro que é necessário que nos esforcemos, mas o mínimo esforço que fazemos em direção a Deus transforma-se em uma graça abundante que Ele derrama sobre nós. Deus nos ama e se compraze em nos dar, presentear como filhos.
Outro ponto é que nós também precisamos nos esforçar para não invejarmos a graça derramada sobre outro. Tendemos a achar que merecemos mais ou que o outro não merece o tanto que recebeu, mas esse pensamento é fruto dos nossos maus olhos que não conseguem se alegrar com a alegria do irmão. Por isso, peço que o Senhor limpe nosso coração e nos preserve desses olhos maus.

Senhor, que eu não seja como os primeiros trabalhadores da vinha que não reconheceram a Tua graça, dando muito mais do que mereciam os últimos vinhateiros simplesmente porque és bom. Mas concedei-me olhos puros para sempre alegrar-me pelo Teu Amor transbordante por mim e meus irmãos. Amém!

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Senhor, levanta-me na minha fraqueza e fortalece-me pelo poder do Teu Espírito Santo. Ensina-me a aceitar as pequenas imposições da vida, para que eu não me aborreça, mas santifique-me através delas. Que eu aprenda a verdadeira liberdade, sendo tua escrava. Amém!