Hebreus 11, 1.4-6
"A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê.
(...)
Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício bem superior ao de Caim, e mereceu ser chamado justo, porque Deus aceitou as suas ofertas. Graças a ela é que, apesar de sua morte, ele ainda fala.*
Pela fé Henoc foi arrebatado, sem ter conhecido a morte: e não foi achado, porquanto Deus o arrebatou; mas a Escritura diz que, antes de ser arrebatado, ele tinha agradado a Deus (Gn 5,24).
Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram."
Pela leitura desses versículos, depreende-se que a fé para além da proclamação de uma religião, ela significa ATITUDES.
A fé está intrinsecamente ligada ao amor: amo porque tenho fé e onde há amor, há fé. Isto porque o ato de amar é um ato de fé, não porque se busca recompensas, absolutamente. Inclusive porque o amor é um ato essencialmente gratuito, doado, mas a expressão do amor é um próprio ato de fé. Sintetiza que creio em algo para além de mim, que reconheço no outro a sua dignidade, tanto quanto reconheço em mim.
A fé é uma proclamação de humanidade divinizada.
Passando para a leitura de São Tiago, 2, 14, isso nos fica claro! A fé significa, sim, ATITUDES!
"De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso essa fé poderá salvá-lo?"
Não existe fé que não nos mova para o amor, não existe fé contida em si, ela é CONGLOBANTE.
Mais à frente, São Tiago, no v. 19, diz-nos: "Crês que há um só Deus. Fazes bem. Também os demônios creem e tremem."
Proclamar uma crença, uma religião que não provoca ATITUDES de AMOR, é vazio, oco, podemos, inclusive, dizer: é farisaico.
Por isso, João vem arrematar (1 Jo 3,18): "Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade.".
Amar é ação, fé é ação.