segunda-feira, 18 de maio de 2026

Sobre a convivência

                A convivência é uma das coisas mais difíceis que existe, mas é umas das melhores coisas que existe, porque ela traz preenchimento, e esse preenchimento é o Amor. Porque suportar é exercício do amor, paciência é exercício do amor, conviver com as diferenças é exercício para matar nosso orgulho e fazer crescer o amor; conviver permite nos alegrarmos juntos, o que é manifestação do amor; por fim, perdoar é amor. 

               Eu já morei sozinha e depois de um tempo senti um profundo vazio, coisa que jamais senti mesmo com todas as dificuldades da convivência.

               Por isso, 1 Coríntios 13,4-7 pode ter se tornado um trecho bíblico "batido", mas jamais deixará de ser completamente verdadeiro.


A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante.

Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.

Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade.

Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

terça-feira, 5 de maio de 2026

João 14,27

Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz.  
Não vo-la dou como o mundo a dá. 
Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!


A paz do mundo é superficial porque é baseada nas circunstâncias, na ausência de problemas, na estabilidade externa, só existe quando "tudo vai bem", pacifica apenas o exterior, não resolvenndo as angústias internas.

A paz que Jesus dá é interna, uma presença constante dEle que faz pulsar o Amor independente das circunstâncias, guarda nossa mente, é o dom da Fortaleza, é Ele próprio reinando em nossa vida.


És meu socorro, meu porto, minha paz
Libertador, meu auxílio fiel.
(trecho da música Não Tardes Mais, Diác. Eduardo Henrique)

segunda-feira, 4 de maio de 2026

"Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada" (João 14, 23)

               


               

               Da passagem de João 14,13 a João 16,24, Jesus diz por 4x que tudo aquilo que pedirmos ao Pai em nome dEle, será-nos dado.

               Nas três primeiras passagens, Jesus fala sobe estar em comunhão com Ele. Na primeira (Jo 14,12-24), Jesus nos fala que se O amamos, guardamos os seus mandamentos; na segunda (Jo 15,1-7), que Ele é a videira e nós os ramos que, portanto, não podemos dar fruto sem permanecer nEle; na terceira (João 15,12-17), que somos seus amigos ao fazermos o que Ele nos manda. Por fim, na quarta passagem (João 16, 23-28), Jesus arremata, falando da alegria perfeita que consiste em pedir e receber do Pai.

               Das três primeiras passagens, depreendemos que nossos pedidos chegam ao Céu devido à nossa Comunhão com Ele; quando nossos pensamentos são irrigados pelos pensamentos dEle, nossos corações pulsam o amor dEle e nossa vontade se alinha aos planos dEle; quando Ele faz morada em nós. Guardando seus mandamentos, passamos a ser ramos dEle que é a videira e, assim, tornamo-nos seus amigos. Na última passagem, Ele completa dizendo da perfeita alegria que é estar nEle, quando os nossos pedidos já são os dEle e atendidos pelo Pai.

               Mas, Jesus nos promete tudo isto durante a Última Ceia, no momento que antecede sua Paixão e Ressuerição, não sem nos preparar para uma vida real, uma vida que exige coragem, pois no mundo haveremos de ter aflições, mas é nEle que teremos e manteremos a paz (João 16,33). Como nos lembra São Paulo, exteriormente podemos ser açoitados e maltratados, mas interiormennte Ele reina em um jardim belíssimo em nossos corações (2Co 4,10-16).

               

Trazemos sempre em nosso corpo os traços da morte de Jesus para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo.
Estando embora vivos, somos a toda hora entre­gues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus apareça em nossa carne mortal.
Assim em nós opera a morte, e em vós a vida.
Animados deste espírito de fé, conforme está escrito: Eu cri, por isto falei (Sl 115,1), também nós cremos, e por isso falamos.
Pois sabemos que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também a nós com Jesus e nos fará comparecer diante dele convosco.
E tudo isso se faz por vossa causa, para que a graça se torne copiosa entre muitos e redunde o sentimento de gratidão, para glória de Deus.
É por isso que não desfale­cemos. Ainda que exteriormente se desconjunte nosso homem exterior, nosso interior renova-se de dia para dia.

terça-feira, 28 de abril de 2026

A minha relação mais profunda com Jesus começou em uma Adoração


               A minha relação mais profunda com Jesus começou em uma Adoração. No Santuário da Mãe Rainha, no bairro do Bessa, em João Pessoa-PB, às quintas-feiras começou a acontecer um momento católico chamado Missa da Luz, tratava-se de uma missa seguida de Adoração e Louvor.

               Determinada tarde de quinta-feira, eu com 22 anos de idade e se aproximando o final do ano de 2012, minha irmã comenta sobre essa missa e diz que o tema do dia, ou melhor dizendo,  que naquele dia homenageariam os Anjos. Como eu tinha uma relação muito bonita com meu anjo da guarda e acreditava piamente na existência desses seres, eu quis ir. Fomos eu, ela e minha mãe.

               Nessa época, eu não era uma católica fervorosa. Eu nunca havia lido a Bíblia, não ia à missa, criticava a Igreja. Minha experiência católica até então havia sido meu Batismo na Paróquia Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos, por volta dos 10 ou 11 anos de idade, logo antes de fazer a minha Primeira Comunhão; estudar em colégio de freira (Instituto João XXIII); ir à missa aos domingos em uma determinava época da adolescência levada por minha mãe juntamente com meus irmãos - eu ia, mas ficava criticando a Igreja durante o ofertório porque achava que a Igreja deveria ser paupérrima e não pedir dinheiro -; e os louvores com o primeiro CD de Padre Marcelo Rossi na sala de casa com minha mãe e meus irmãos (eu amava) - "Erguei as mãos e dai Glória a Deus...". Mas, para alé disso, eu tinha um verdadeiro amor por Jesus, devoção filial por Maria e uma amizade bonita com meu anjo da guarda, bastou isso para Ele me pescar.

               Aos 22 anos, eu estava estudando para a primeira fase da OAB, mas quando minha irmã falou da missa da Luz, eu não hesitei, e fui. Até então, eu nunca havia ido a uma Adoração, eu nem sabia que isso existia na Igreja Católica, não fazia a mínima ideia do que se tratava. Pois bem, após a missa iniciou-se a Adoração com louvor e foi algo tão tremendo, tão forte, que meus olhos pareciam ter se transformado em cachoeiras, porque eu chorava e as lágrimas escorriam até meu peito sem parar. O Santíssimo passava em meio ao povo e eu não sabia o que era aquilo, eu não havia percebido que dentro daquela coisa dourada que o padre carregava estava Jesus Eucarístico, o Pão Vivo que desceu do céu, e quando comecei a ver que as pessoas tocavam aquilo, sem saber o que era, meu primeiro pensamento foi criticar. E, então, IMEDIATAMENTE algo ressoou dentro de mim: "Não critica, só toca". Eu toquei! Sem saber do que se tratava! Pura fé e obediência. Tenho a convicção que era meu anjo da guarda que me falava.

               Depois disso, pesquisei sobre o que era aquilo e descobri que era Jesus Eucarístico dentro de um ostensório, que apenas servia para carregá-Lo. Não estávamos adorando uma peça de metal, estávamos adorando Ele no Santíssimo Sacramento (a hóstica consagrada).

               A partir de então, todas as quintas-feiras eu passei a ir à Missa da Luz. E, num domingo, antes de conferir o gabarito da minha primeira fase da OAB, eu decidi ir à missa. Sai da missa com um número de questões acertadas na minha cabeça. Cheguei em casa, conferi o gabarito e havia acertado o mesmo número de questões que estava na minha cabeça ao sair da missa - eu havia passado na prova!

               Durante às missas da Luz, Jesus me dava a confiança de que passaria na OAB e me tornaria advogada, tanto que ao sair da prova da primeira fase e ser questionada, no carro, por minha mãe o que havia achado da prova, falei algo sobre não ter sido fácil, e minha mãe respondeu: "tem problema não, minha filha, na próxima você passa". Senti IMEDIATAMENTE de repreender aquelas palavras e então respondi com tranquilidade: "calma, mãe, o resultado ainda não saiu". Os planos de Deus eram que eu passasse.

               Como eu já narrei, passei na primeira fase, veio então a segunda fase. Estudar foi muito leve e até prazeroso, eu continuava indo à missa da Luz. Passei na segunda fase. O resultado definitivo, eu recebi no dia da minha festa de formatura. Jesus me presenteava. 

               Bom, esse é meu relato da minha primeira experiência com adorar Jesus, eu não sabia que isso existia na Igreja Católica e descobrir mudou a minha forma de me relacionar com Jesus. Eu tenho uma paixão imensa por adorá-Lo, faz parte da minha forma de ser católica, de rezar. É adorando-O que eu me derramo. Todas as manhãs, eu sento na minha varanda para orar, é algo que amo fazer, é minha intimidade diária com Jesus, somente eu e Ele no silêncio do meu quarto. Quando vou adorá-Lo, é quando vou me derramar para Ele. É como se a oração diária fosse o meu trabalho do dia-a-dia, a perseverança, a constância, o crescimento pela fidelidade, e o dia que vou adorá-Lo é como se fosse o final de semana, o dia da festa; adorá-Lo é festejar com Ele.

               Depois da missa da Luz, um tempo depois, em 2014, eu conheci o Ministério Em Adoração, um ministério de música que fazia adoração toda terça-feira na Paróquia Nossa Senhora Auxílio dos Cristão. Hoje, 2026,  eles são Instituto Beneditino Em Adoração e tem por lema "Adorar e Servir com Alegria", a adoração está no centro do carisma deles, inclusive seu mistério cristológico é a passagem João 4, 23: "Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja". Hoje, estou no Vocacional deles e minha história com eles daria um outro relato, mas, por enquanto, basta esse. A única coisa que sei é que Não Posso Deixar de Adorar Jesus.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Ele É

 


"És meu socorro, 

Meu porto,

Minha paz.

Libertador, meu axílio fiel."


(trecho da música Não Tardes Mais, Diác. Eduardo Henrique)

domingo, 19 de abril de 2026

Ora et labora

 


Trabalhamos tanto e perdemos o sentido e o propósito de tudo isso...

Talvez a resposta esteja no instante da oração,

Na pequena pausa, na respiração que se eleva ao Céu.

Refazer, por vezes, caminhos,

Entender que Ele precisa estar e permanecer em todas as nossas obras.

Ele nos dá o sentido, o significado,

Ele que é o Amor.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Eu me alegro na cruz

 

Mt 16, 24-26


"Em seguida, Jesus disse aos seus discípulos: 'Se alguém quiser viver comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. 

Porque aquele que quiser salvar a sua vida, irá perdê-la, mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, irá recobrá-la. 

Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida?

 Ou que dará um homem em troca de sua vida? ...'"




Esse trecho do Evangelho de São Mateus é a síntese do sentido de minha vida, que eu demorei para compreender de verdade.

"S. Paulo, em sua missão, alegra-se com os sofrimentos suportados, pois tem a oportunidade de unir-se a Cristo na cruz." (trecho retirado de meu estudo bíblico particular)

Hoje, eu me alegro com a minha cruz.

Hoje, a minha alegria está na minha cruz.

A verdade é que tomei a minha cruz com muita dificuldade, querendo abandoná-la várias vezes e, de fato, cheguei a abandoná-la. Porém, quando a tomei de verdade, por amor - e um amor que somente vem do Alto -, fui alegre de verdade. E a partir do momento que a tomei de verdade, ela ficou leve.


quinta-feira, 9 de abril de 2026

Lectio divina - Lc 24, 46-47

 "Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia. E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecadosa todas as nações, começando por Jerusalém."


Ou seja, Cristo não veio para nos apresentar uma palavrinha light, mas apresentar penitência e salvação, pela remissão dos pecados.

Remir significa libertar, resgatar.

Ele remiu nossos pecados na cruz.

Ele nos resgatou.

Ele é a remissão dos meus pecados.

Ele é o meu libertador.

É com Ele que eu estou, escondida no lado aberto de seu peito.

É a Ele que eu quero me configurar.

Configurar significa ter como uma definição principal; dar forma a algo, definindo parâmetros para um fim específico. Por isso Ele diz que é necessário nascer de novo (João 3,3) e que somos como barro na mão do oleiro (Jeremias 18,6; Isaías 64,8), pois é Ele que nos configura a Ele, nos dá nova forma, com Ele e nEle nascemos de novo.

E ser configurado a Cristo significa aderir à cruz; não há cristão sem assunção da cruz, pois Ele mesmo nos diz:

"Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" (Mt 16,24)

"Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me" (Lc 9,23)

"Se alguém quer me seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" (Mr 8,34)

Tomar significa pegar, segurar, conquistar, assumir algo, apoderar-se de algo. E cristão apodera-se da cruz.

Eu quero ser figura de Cristo e, para isso, eu preciso assumir a minha cruz. O Evangelho não é light, é penitência e remissão dos pecados na assunção da cruz de Cristo.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Abrasa meu coração

 

João 24, 32












Senhor, abrasa novamente meu coração com cada Palavra Tua.

Infundi em mim o Espírito Santo.

Renova o meu caminho de fé.

Desperta o meu coração e a minha alma para o serviço.

Traz vida nova em Ti e Contigo.

Amém!