terça-feira, 28 de abril de 2026

A minha relação mais profunda com Jesus começou em uma Adoração


               A minha relação mais profunda com Jesus começou em uma Adoração. No Santuário da Mãe Rainha, no bairro do Bessa, em João Pessoa-PB, às quintas-feiras começou a acontecer um momento católico chamado Missa da Luz, tratava-se de uma missa seguida de Adoração e Louvor.

               Determinada tarde de quinta-feira, eu com 22 anos de idade e se aproximando o final do ano de 2012, minha irmã comenta sobre essa missa e diz que o tema do dia, ou melhor dizendo,  que naquele dia homenageariam os Anjos. Como eu tinha uma relação muito bonita com meu anjo da guarda e acreditava piamente na existência desses seres, eu quis ir. Fomos eu, ela e minha mãe.

               Nessa época, eu não era uma católica fervorosa. Eu nunca havia lido a Bíblia, não ia à missa, criticava a Igreja. Minha experiência católica até então havia sido meu Batismo na Paróquia Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos, por volta dos 10 ou 11 anos de idade, logo antes de fazer a minha Primeira Comunhão; estudar em colégio de freira (Instituto João XXIII); ir à missa aos domingos em uma determinava época da adolescência levada por minha mãe juntamente com meus irmãos - eu ia, mas ficava criticando a Igreja durante o ofertório porque achava que a Igreja deveria ser paupérrima e não pedir dinheiro -; e os louvores com o primeiro CD de Padre Marcelo Rossi na sala de casa com minha mãe e meus irmãos (eu amava) - "Erguei as mãos e dai Glória a Deus...". Mas, para alé disso, eu tinha um verdadeiro amor por Jesus, devoção filial por Maria e uma amizade bonita com meu anjo da guarda, bastou isso para Ele me pescar.

               Aos 22 anos, eu estava estudando para a primeira fase da OAB, mas quando minha irmã falou da missa da Luz, eu não hesitei, e fui. Até então, eu nunca havia ido a uma Adoração, eu nem sabia que isso existia na Igreja Católica, não fazia a mínima ideia do que se tratava. Pois bem, após a missa iniciou-se a Adoração com louvor e foi algo tão tremendo, tão forte, que meus olhos pareciam ter se transformado em cachoeiras, porque eu chorava e as lágrimas escorriam até meu peito sem parar. O Santíssimo passava em meio ao povo e eu não sabia o que era aquilo, eu não havia percebido que dentro daquela coisa dourada que o padre carregava estava Jesus Eucarístico, o Pão Vivo que desceu do céu, e quando comecei a ver que as pessoas tocavam aquilo, sem saber o que era, meu primeiro pensamento foi criticar. E, então, IMEDIATAMENTE algo ressoou dentro de mim: "Não critica, só toca". Eu toquei! Sem saber do que se tratava! Pura fé e obediência. Tenho a convicção que era meu anjo da guarda que me falava.

               Depois disso, pesquisei sobre o que era aquilo e descobri que era Jesus Eucarístico dentro de um ostensório, que apenas servia para carregá-Lo. Não estávamos adorando uma peça de metal, estávamos adorando Ele no Santíssimo Sacramento (a hóstica consagrada).

               A partir de então, todas as quintas-feiras eu passei a ir à Missa da Luz. E, num domingo, antes de conferir o gabarito da minha primeira fase da OAB, eu decidi ir à missa. Sai da missa com um número de questões acertadas na minha cabeça. Cheguei em casa, conferi o gabarito e havia acertado o mesmo número de questões que estava na minha cabeça ao sair da missa - eu havia passado na prova!

               Durante às missas da Luz, Jesus me dava a confiança de que passaria na OAB e me tornaria advogada, tanto que ao sair da prova da primeira fase e ser questionada, no carro, por minha mãe o que havia achado da prova, falei algo sobre não ter sido fácil, e minha mãe respondeu: "tem problema não, minha filha, na próxima você passa". Senti IMEDIATAMENTE de repreender aquelas palavras e então respondi com tranquilidade: "calma, mãe, o resultado ainda não saiu". Os planos de Deus eram que eu passasse.

               Como eu já narrei, passei na primeira fase, veio então a segunda fase. Estudar foi muito leve e até prazeroso, eu continuava indo à missa da Luz. Passei na segunda fase. O resultado definitivo, eu recebi no dia da minha festa de formatura. Jesus me presenteava. 

               Bom, esse é meu relato da minha primeira experiência com adorar Jesus, eu não sabia que isso existia na Igreja Católica e descobrir mudou a minha forma de me relacionar com Jesus. Eu tenho uma paixão imensa por adorá-Lo, faz parte da minha forma de ser católica, de rezar. É adorando-O que eu me derramo. Todas as manhãs, eu sento na minha varanda para orar, é algo que amo fazer, é minha intimidade diária com Jesus, somente eu e Ele no silêncio do meu quarto. Quando vou adorá-Lo, é quando vou me derramar para Ele. É como se a oração diária fosse o meu trabalho do dia-a-dia, a perseverança, a constância, o crescimento pela fidelidade, e o dia que vou adorá-Lo é como se fosse o final de semana, o dia da festa; adorá-Lo é festejar com Ele.

               Depois da missa da Luz, um tempo depois, em 2014, eu conheci o Ministério Em Adoração, um ministério de música que fazia adoração toda terça-feira na Paróquia Nossa Senhora Auxílio dos Cristão. Hoje, 2026,  eles são Instituto Beneditino Em Adoração e tem por lema "Adorar e Servir com Alegria", a adoração está no centro do carisma deles, inclusive seu mistério cristológico é a passagem João 4, 23: "Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja". Hoje, estou no Vocacional deles e minha história com eles daria um outro relato, mas, por enquanto, basta esse. A única coisa que sei é que Não Posso Deixar de Adorar Jesus.

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