Pessoal, hoje eu andei
pensando... sabe o que importa de verdade? A conversão!
Mas eu não vim aqui falar da
conversão a uma religião.
Afinal, vocês sabem qual o
significado da palavra conversão?
Conversão significa mudar de
rota, tomar outra direção.
Sabe quando a gente tá dirigindo
nosso carro numa estrada e percebe que tomou o rumo errado, daí a gente faz uma
conversão, muda de caminho e deixa o outro para trás.
Conversão é isso! Significa
mudança de mentalidade, pensamento, quando ampliamos nossa consciência sobre
algo e deixamos o “velho homem” para trás.
Conversão, para além de uma mudança de crença religiosa, ocorre quando você sai de um estado de mentalidade menor e
passa a ter uma consciência maior sobre determinada coisa.
Vamos lá!
Mentira, por exemplo! Tem pessoas
que, no seu dia-a-dia, acabam mentindo com frequência, seja pelo motivo que
for, para evitar problemas, por medo, por não dar importância a relacionamentos
sinceros, etc.
Ocorre que, quando essa pessoa reflete
e percebe que não é boa a desonestidade com que cria seus relacionamentos e,
por um motivo puro, decide deixar para trás o hábito de mentir, dizemos que ela se converteu.
Conversão, percebam, está ligado à
nossa amplitude de consciência quanto às outras pessoas com quem convivemos.
Quanto maior nossa percepção sobre o impacto que nossas atitudes podem ter na
vida do outro e nossa consideração em relação a isto, maior nossa capacidade de
conversão.
Mas, apesar de podermos perceber
o impacto que produzimos na vida dos outros, muitas pessoas simplesmente não se
importam com isso e aproveitam-se dessa percepção para, inclusive, manipular a
vida alheia.
Aquele que se converte de verdade,
muda de atitude por um motivo puro, imaculado, sem expressão de qualquer
interesse.
Além disso, conversão também tem
a ver com a consciência que temos dos impactos de nossas
atitudes/hábitos/comportamentos/pensamentos sobre nós mesmos.
Cultivamos muitos maus hábitos,
mas quando nos damos conta do impacto negativo que aquilo tem sobre nós, podemos
decidir mudar.
Uma das passagens da Bíblia, para
mim, mais interessante é aquela que está em Tiago 1, 27. Vejamos:
“A religião pura e sem mácula aos olhos
de Deus e nosso Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições, e
conservar-se puro da corrupção deste mundo.”
Ora, primeiramente devemos amar o próximo - “visitar
os órfãos e as viúvas nas suas aflições”; segundamente, cuidar de nós mesmos - “conservar-se
puro da corrupção deste mundo”.
Para um bom cristão, acima de tudo devemos amar a Deus
sobre todas as coisas, mas o segundo mandamento é semelhante a este, amar o
próximo como a si mesmo. Então nós vemos três práticas que estão interligadas e
são completamente indissociáveis: amar a Deus, ao próximo e a si mesmo.
É nisso que precisamos trabalhar nosso coração, lembrando
que não se ama a Deus sem amar ao próximo e não se ama ao próximo nem a Deus
sem saber amar a si.
Preceitos e ritos religiosos de nada valem sem o Amor!
Entender essa interrelação entre Deus, o outro e você
é o primeiro passo para uma boa conversão.
Boa noite, meus queridos!
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